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“UMA VEZ QUE O SEU CORPO SE EQUILIBRA POR MEIO
DA PRÁTICA DO YOGA E SE VÊ LIVRE DAS DORES, DOS
DESCONFORTOS, DO INCHAÇO, DO PESO E DO CANSAÇO,
NATURALMENTE SUA MENTE SE VÊ LIVRE, TRANQÜILA E
EQUILIBRADA PARA REFLETIR SOBRE SUA CONDIÇÃO DE VIDA EM
TODOS OS ASPECTOS.”
Francisco Kaiut

O fundador do Kaiut Yoga, Francisco Kaiut, desenvolveu o seu próprio método de ensino, a partir de posições clássicas.

Yoga requer atenção individual, a fim de ser praticado, sem lesão. Por isso os professores ensinam com o máximo cuidado, fazendo ajustes sutis para cada um dos alunos. O método Kaiut Yoga consiste em movimentos prolongados que trabalham para preservar o corpo.

Existe um pensamento por trás de cada seqüência que nasce de princípios energéticos, biomecânicos e fisiológicos e que é customizado para cada aluno.

Sua metodologia encontra referências no Hatha Yoga e apresenta tendências terapêuticas em acordo com linhas modernas de saúde e terapia natural.

O método Kaiut Yoga elege o corpo como seu principal campo de trabalho, por meio da prática física.

Na construção de cada posição, o aluno está, na verdade, eliminando bloqueios e criando condições para a manifestação do potencial energético do seu corpo.

Os resultados alcançados podem ser vistos e avaliados, ainda nas primeiras semanas de aula, no próprio corpo de quem realiza o trabalho.

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POR QUE UM MÉTODO
TERAPÊUTICO?

Desde o instante que paramos de crescer passamos, por mais desagradável que seja esta idéia, a morrer devagarzinho.
O curioso é que enquanto a mente melhora com o passar dos anos, o corpo se curva, enrijece, paralisa de forma imperceptível, um pouquinho a cada ano, em cada junta, de forma a nos manter sempre acostumados com a perda da mobilidade e cegos diante do seu avanço.

Uma dor ciática aqui, uma dor nas costas no outro ano, um torcicolo a cada inverno e de repente a crise do “envelheci”, “enrijeci”, do “foi-se o vigor”. Tenho visto homens e mulheres literalmente arrebentarem o corpo por dentro e por fora para que possam se sentir jovens e vigorosos de novo, só que às vezes não dá mais tempo.

O que o nosso Yoga oferece é a possibilidade de identificar diariamente o envelhecimento daquele dia, daquela semana, e neutralizar através da prática.

“E ESSE INDIVÍDUO, A PARTIR DO JOELHO, VAI COMPREENDER-SE ENQUANTO SER VIVO, ENQUANTO SER HUMANO, ENQUANTO SER SOCIAL, ENQUANTO PARTE PERTENCENTE A UMA ESTRUTURA MAIOR, QUE É ESTE PLANETA.”

Com o intuito de apresentar um método, uma metodologia de trabalho, um raciocínio que compreenda uma linha de tratamento, uma linha mestra, no caso o “Yoga”, falaremos aqui, sobre um tema abrangente, tão profundo que perpassa por quase toda a história da humanidade.
No que tange ao tempo e ao conhecimento, precisamos ser extremamente cuidadosos, nunca superficiais, nem simplistas, tão pouco imaturos ao considerar apenas o nosso próprio conhecimento e tentar a partir dele, definir o que está sendo apresentado, pensar o que está sendo dito sobre o método em si, quanto e como esse método dialoga ou pertence a história do próprio Yoga.
Dito isto, devemos observar que o que ora apresentamos não está caminhando ao lado da história do Yoga como a conhecemos, mas sim, dentro de uma história escrita em inúmeras ramificações e variáveis, cada uma dentro do seu específico momento histórico no qual foi apresentada e fez sentido para um determinado grupo de pessoas.
Então, quando falamos de Yoga, temos que voltar no tempo refletir sobre quando ele nasceu, por que, como e para quem ele nasceu, e temos que compreender como ele evoluiu, onde, por que e para quem ele evolui. Temos que refletir sobre qual a conclusão que se encaixa em nossa atual realidade, porque sempre existiram inúmeros Yogas mas muitos jamais dialogaram entre si e alguns sequer foram conhecidos.

A existência de um método de Yoga, não pressupõe nem exclui a de outro, embora a raiz de todos seja a mesma. E a grande beleza do próprio Yoga é essa: a capacidade de se manifestar em diferentes sociedades, de diferentes formas. A capacidade deste ou daquele método permanecer por mais tempo vivo, vai depender da compreensão sobre determinado grupo de pessoas que praticou o Yoga com verdade, disciplina e cuidado, mas acima de tudo com compreensão sobre o que esta vertente representava ao grupo. Isto é o que permite que ele sobreviva.
Desta forma, estamos abordando o Yoga como parte do conhecimento da humanidade, sua filosofia, sua terapêutica, a prática a partir de uma olhar específico que, por sua vez, vai servir a um grupo específico de pessoas de uma determinada comunidade, que também irá experimentar com esses ensinamentos todo o resultado proposto nos livros clássicos de Yoga.

Isso não quer dizer que a verdade não esteja em diversos tipos de práticas de Yoga. Significa, segundo meu ponto de vista, que se todos os caminhos vão levar a mesma raiz, que esta seja mais uma proposta e mais um caminho que, ao final, levará à esta raiz.

A busca e a conclusão são as mesmas, o formato é que é diferente.

É possível se fazer um banquete com diversos ingredientes. É possível também, se ter um banquete apenas com frutos do mar, ou somente com saladas, ou massas, com pratos de uma específica nacionalidade, ou de diversas nacionalidades ao mesmo tempo, e todos levantarão das mesas se sentindo satisfeitos e alimentados. Essa é a ideia.

O resultado de um homem não é o resultado de todos, mas o resultado de um se soma com a experiência de um próximo e de mais um próximo e de mais um próximo, e isso faz corpo ao que se pode vir a chamar de “método”. Só podemos definir um método quando o que experimentamos e o que concluímos, não são mais só nossos, mas sim dos meus próximos também. E o que o meu próximo experimenta e conclui é exatamente aquilo que eu também concluo e isso se tornar, dentro de um grupo maior de pessoas, uma realidade, e essa realidade confirmar uma experiência, e essa experiência confirmar um resultado que vem de uma prática. Toda essa cadeia de espelhos, onde um indivíduo reflete o outro, conclui a partir do outro e estes se juntam ao terceiro que chega com a sua experiência, é que coletivamente define o que vamos chamar aqui de método. Algo que possui um resultado igual para todos.

Quando definimos o método, nós não partimos de um único indivíduo, partimos de uma coletividade, de uma experiência, de um teste, e chegamos a uma conclusão que vai servir a todos os indivíduos enquanto forma, porque todos nós somos seres humanos, somos bípedes e todos nós envelhecemos. Essa é a tríade de conhecimento, de desafio, que pressupõe a existência desse método enquanto uma necessidade, para que os corpos de hoje, que lidam com cadeiras, carros, aviões e condições inimagináveis há 100 anos (não estou falando de 2000 anos, só de 100 anos atrás), possam se beneficiar do mesmo Yoga que foi produzido, escrito, codificado a centenas de anos. Este para mim foi o desafio.

COMO POSSO ENCONTRAR A MESMA LIBERDADE, A MESMA SAÚDE, A MESMA LEVEZA E PRINCIPALMENTE A MESMA SABEDORIA? COMO ENCONTRO PAZ DE ESPÍRITO DENTRO DE MIM, SE A CADA DIA ESTOU MAIS ISOLADO E DISTANTE DA NATUREZA, DISTANTE DOS MEUS HÁBITOS ENQUANTO ANIMAL? HOJE NÃO FAZ DIFERENÇA SE É DIA OU NOITE LÁ FORA QUANDO ESTAMOS DENTRO DE UM SHOPPING CENTER, OU DENTRO DE UM HOSPITAL, OU DENTRO DA NOSSA PRÓPRIA CASA, POIS TEMOS LUZ ELÉTRICA E MUITAS VEZES NÃO NOS CONECTAMOS MAIS COM A NATUREZA LÁ FORA E NEM COM OS CICLOS DELA.

O Yoga, por centenas de anos, serviu para equilibrar o homem e a natureza, equilibrar o conhecimento que a natureza nos traz, que o universo nos traz, que a espiritualidade traz para o nosso corpo encarnado. Agora, neste momento do mundo, começamos a ter outros questionamentos, porque essa mesma busca que nos guia a centenas de anos precisa encontrar respostas dentro de um escritório, dentro de uma loja, se o indivíduo é dono de uma, dentro de um hospital se é um profissional da saúde, dentro de casa se falamos de uma dona de casa.

E isto então, enquanto raciocínio pressupõe que o Yoga deve morrer? Que o yoga deva desaparecer e que ele não é necessário mais dentro dessa sociedade?
Muito pelo contrário, ele é hoje muito mais popular e presente do que nunca. Mas como, por que e para quem?

E estas foram as questões que há 25 anos começaram a povoar a minha mente de tal forma que comecei a querer chegar às conclusões que apresento hoje: como é possível ensinar o Yoga que sempre foi a minha paixão e vocação, o meu dom, para pessoas que não vão entender a necessidade real de um asana, que não vão entender por que elas devem ou podem, ou ainda, precisam construir uma posição invertida ou um belíssimo backbend, ou mesmo uma posição em pé, se elas podem tomar um analgésico, um anestésico ou viver sentadas num sofá, absorvidas pelo dia a dia sem jamais perceberem a necessidade de um único asana?

Foi através da dor, do sofrimento, da necessidade que eu vi no consultório todos os dias, ao ver as pessoas que diariamente precisavam lidar com aquilo que no corpo deixava de funcionar, que envelhecia, que doía e sendo esse um processo o qual elas não tinham a possibilidade de escapar; pensando nesse quadro que aparecia diariamente diante dos meus olhos, que concluí que essa seria a melhor forma de apresentar o Yoga para elas, enquanto um recurso de autoconhecimento para cessar suas dores e desconfortos, mas que num segundo, terceiro ou quarto momentos, levando o tempo que fosse necessário, acabaria chegando ao mesmo resultado de conforto físico, mental, emocional e espiritual que todos os livros de Yoga diziam ser possível alcançar.

Assim, uma vez que esse indivíduo entrava em contato com as suas fraquezas, com as suas fragilidades, ao mesmo tempo lhe era apresentado um recurso para lidar com elas, e esse recurso era compreendido pela sua mente intelectualizada, pelas suas emoções e ele se via capaz de superar o medo e a insegurança que sentia, e começava, neste mesmo momento em que compreendia sua situação, a estabelecer uma relação, um vínculo profundo com o próprio corpo, com a própria cura, com o tratamento consigo mesmo. Neste momento, ao assumir esse vínculo, essa responsabilidade pela sua melhora, ele começava a fazer Yoga como quem se dirige a um novo e infinito universo de conhecimento. Quanto mais a melhora acontecia, quanto mais resultado ele obtinha, mais compreensão adquiria de que essas pequenas posições que conseguia realizar faziam dele um individuo mais saudável, mais forte, mais resistente e ainda por cima, sem dor. Enfim, quando ele passa a entender que o processo de retardar o envelhecimento estava em suas próprias mãos ele começava a se comprometer com seu próprio tratamento, e isso para mim é Yoga.

Então, esse indivíduo percebe que a partir da compreensão de como o joelho funciona, ou seu tornozelo ou quadril, compreendendo que o conjunto de posições é capaz de neutralizar o desconforto que ele tem em diversas regiões do corpo, assim que aquela dor é compreendida e tratada, vem a segunda, terceira, quarta, quinta, a infinita região de desconforto seja no corpo físico, seja no corpo emocional que ele vai trazer a tona, buscando no Yoga uma resposta para esse conforto que já encontrou quando observou, por exemplo, o seu joelho. E esse indivíduo, a partir do joelho vai compreender-se enquanto ser vivo, ser humano, ser social, enquanto parte pertencente a uma estrutura maior, que é este planeta.
E assim, na minha perspectiva, reconectamos a raiz desta compreensão que estava lá, a milhares de anos quando o Yoga surgiu pela primeira vez, mesmo que estejamos hoje a milênios daquele momento…

Francisco Kaiut